Adenomiose - Informação sumária

A adenomiose é uma situação sub diagnosticada, contudo, graças ao desenvolvimento e expansão da embolização uterina, o interesse por esta entidade tem aumentado.
Consiste na presença de endométrio, a camada mais interna do útero, na camada muscular. A adenomiose pode ser difusa invadindo todo o útero, ou focal com invasão de apenas uma área do útero, o adenomioma, que se pode confundir com um fibromioma, particularmente na ecografia. O diagnóstico é feito pela Ressonância Magnética. Está muitas vezes associada à endometriose e consiste na sua extensão ao útero.

A adenomiose pode ou não acompanhar-se de fibromiomas. As principais queixas da adenomiose são hemorragias menstruais graves, dores intensas, e aumento de dimensões do útero e do abdómen. Está geralmente associada a infertilidade.
Existem já algumas publicações sobre embolização das artérias uterinas na adenomiose. Na nossa casuística, temos 131 doentes já tratadas, tendo obtido melhoria da sintomatologia na maioria das doentes com adenomiose. Oito das doentes que tratamos tiveram gravidez normal e recém nascido sem problema após embolização.
O tratamento efectuado na maioria dos casos é a histerectomia. Contudo, efectua-se cada vez mais a embolização no tratamento da adenomiose.
A adenomiose é mais frequente em pacientes que já tiveram filhos, contudo pode surgir em mulheres que nunca engravidaram.
O trauma uterino durante o parto e infecções após o parto tem sido mencionados como possíveis causas.
A parede posterior do útero é mais frequentemente envolvida do que a parede anterior.


a – Ressonância magnética – zona cinzenta de 3.29 cm de espessura
(zona de junção devido a adenomiose).

b – RM 6 meses depois – zona escura por redução da vascularização
e da espessura da zona de adenomiose para 1.93 cm, como resultado da embolização.