Cancro da Próstata - Conteúdo em desenvolvimento

Cancro da Próstata

 

  1. Introdução

  2. Apresentação clínica

  3. Diagnóstico

  4. Tratamento

  5. Quimioembolização Intra-arterial

  6. Controlo Laboratorial

  1. Introdução

    A. O cancro da próstata é o mais frequente na Europa em homens com mais de 70 anos de idade e nos EUA é o mais frequentemente diagnosticado depois do cancro da pele. É a 2ª causa de mortalidade por cancro depois do pulmão com um risco de vida de 15.9%.

    B.  São diagnosticados mais de 200.000 novos casos por ano nos EUA, sendo afetado um em cada seis homens. Estudos de  autópsia mostram uma incidência de 33% entre os 40 e 60 anos. A incidência do cancro aumenta com a idade, compreendendo 75% em homens com mais de 85 anos.

      2. Apresentação clínica

          O cancro da próstata pode não estar associado a quaisquer sintomas. Contudo, pode manifestar-se por sintomas urinários devido a hiperplasia benigna da próstata associada. Com o fim de o diagnosticar precocemente, deve determinar-se anualmente o PSA. Os doentes com PSA acima de 4 ou com subida súbita devem ser estudados sob o ponto de vista clinico.

       3. Diagnóstico

Doentes com suspeita de cancro da próstata devem ser submetidos a ressonância magnética paramétrica. Se este exame revelar alterações sugestivas de cancro da próstata, o doente deve ser submetido a biopsia para confirmar o diagnóstico. A biopsia revelará o grau de Gleason e a extensão do tumor, estes dados são importantes para a decisão do tratamento a efetuar.

      4. Tratamento

A. A prostatectomia, ou seja, a remoção cirúrgica da próstata é o tratamento curativo se o tumor não estiver num estado avançado. Outros tratamentos curativos são a braquiterapia e a radioterapia.

B.  Opções terapêuticas à prostatectomia são a terapêutica por hormonas, a vigilância e a vigilância ativa.

C. Quimioembolização intra-arterial

Como alternativa terapêutica aos doentes que recusem qualquer tratamento e em vez do controlo periódico ou da vigilância ativa, está a realizar-se em alguns centros a quimioembolização intra-arterial. Para o efeito, sob anestesia local, introduz-se um cateter (tubo plástico) pela virilha ou pelo pulso. Sob controlo de raios X, o cateter é colocado seletivamente em cada uma das artérias prostáticas.

Através do cateter, injetam-se citostáticos (medicamento para o cancro) seguidos de embolização, ou seja, oclusão das artérias prostáticas pelas mesmas substancias embólicas também usadas no tratamento por embolização na hiperplasia benigna da próstata. Desta forma, a medicação permanece nas artérias prostáticas, atuando a nível do tumor.

          5. Controlo laboratorial

Nos doentes sujeitos a quimioembolização intra-arterial o PSA deve determinar-se mensalmente até aos 6 meses e depois de 3 em 3 meses. Ressonância magnética prostática deve repetir-se aos 6 e 12 meses e depois anualmente. Ecografia prostática e fluxo urinário deve efetuar-se aos 6 e 12 meses e depois anualmente. O doente deve ser informado periodicamente do resultado da quimioembolização. Se decorridos 6 meses após a quimioembolização os resultados laboratoriais e imagiológicos não revelarem evidente melhoria, o doente será aconselhado a optar por terapêutica alternativa. Esta é a vantagem da quimioembolização. Efetivamente, se o doente optar no inicio por outra alternativa terapêutica, não poderá posteriormente efetuar a quimioembolização.

 

 

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