Esclerose Múltipla - Depoimentos

Reportagem SIC Noticias – 7 Maio 2011

 

Exmo. Sr Prof. Martins Pisco

40 anos, 40 rosas.

Porque faz hoje uma semana que renasci.

Talvez apenas uma semana passada, seja prematura uma afirmação desta natureza, mas creia que a minha qualidade de vida aumentou de forma dramática.

Quero agradecer-lhe a si por ter interesse, o conhecimento, a coragem e a destreza para nos dar a nós, doentes com esclorose múltipla, a possibilidade de podermos ter uma vida melhor.

Estendo o meu agredecimento a toda a sua equipa médica e de enfermagem bem como todo o pessoal do Hospital St. Louis que me tratou com inexcedível carinho e atenção.

Uma palavra especial de esperança para a D. Fátima, cujo o marido, Sr. Carlos é companheiro desta luta desigual entre nós e a doença. Doença que não é só nossa afecta profundamente todos aqueles que amamos e nos amam.

Subscrevo-me com muita consideração.

M.A 1 de Julho de 2010

 

Sr. Professor,

Estou quase a fazer 41 anos, faltam poucos dias para isso. Mas essa data, com a importância que tem, já não é a data de referência para mim. 24 de Junho de 2010 marca o dia do meu renascimento. É o dia.

Uma semana depois do Sr. Prof Martins Pisco me darr o privilégio de ser o primeiro paciente de Esclorose Múltipla tratado à CCSVI em Portugal, escrevi-lhe uma carta de agradecimento muito sentida e elogiosa em que lhe dizia isso. Na altura tinha todas as emoções a flor da pele. De uma vida quase inerte, de fadiga extrema  e toda uma sintomatologia associada à EM, passava em poucos dias a ter de novo energia, equilíbrio e uma série de outras pequenas coisas que, todas somadas, me deram de novo qualidade de vida. Tive restenoses e com elas voltaram os sintomas. Foram novamente tratadas com toda a sua disponibilidade e a da sua equipa. Voltei a recuperar os ganhos.

Cerca de nove meses depois, quase me esqueci de como me sentia há um ano atrás. E esse é o melhor elogio que lhe posso fazer professor.

Em meu nome, das minha família e dos meus amigos, Obrigado.

Ah, de vez em quando reparo que consigo fazer coisas novas. É uma recuperação em progresso.

 

M.A 27 de Fevereiro 2011

No dia 19/12/2002 tive dormência na perna direita. Como era altura das festas adiei a ida ao médico até Janeiro, o médico de família pensou tratar-se de um problema de coluna e mandou-me fazer um raio-x, quando fui mostrar o resultado tive a sorte de ser atendida por uma estudante de medicina que estava a estagiar no Centro de Saude e de no Hospital Fernando Fonseca em neurologia. Esta médica fez-me testes de sensibilidade e mandou-me para o serviço de meurologia onde me foram feitos todos os exames e me foi diagnosticada uma doença desmielizante. Fiz o tratamento de 5 dias de cortisona e passei a dar injecções de rebif 44 mg. Estive sem surtos até Setembro, nessa altura tive o azar de cair e partir a tíbia e o perónio, fui operada e colocaram-me ferros. Durante o tempo que tive os ferros tive vários surtos seguidos sempre com os mesmos sintomas. Sempre que recebia tratamento de cortisona recuperava a mobilidade. O ortopedista acabou por me retirar os ferros a meu pedido e a frequencia dos surtos diminui. Entretanto, o Hospital Fernando Fonseca que contratou um médico espanhol especialista em Esclorose Múltipla, este médico mudou-me a terapêutica para o compaxone pois as análises ao meu fígado já não estavam bem. Durante uns meses correu tudo bem com o compaxone até que novamente o meu fígado começou a rejeitar a medicação. Ao longo do tempo que fui seguida por este médico ele achou que o meu tipo de Esclorose Múltipla era  a primária progressiva, ou seja, os meus surtos não eram surtos eram apenas agravamentos de um primeiro surto. Pois ele achava impossível que surtos individuais causassem sempre os mesmo sintomas. Mas a realidade é que a maioria das lesões são medulares e por várias vezes esse mesmo médico disse que estaria apenas a um surto de ficar de cadeira de rodas. Mas como ele se covenceu de que o meu caso de esclorose múltipla primária progressiva decidiu retirar-me por completo a medicação preventiva de novos surtos. E nesta altura a minha filha decidiu ir ao nosso médico de família explicar a situação e o nosso médico indicou-nos o Dr. João de Sá, sem dúvida um grande médico que tudo tem feito para me ajudar a recuperar qualidade de vida. O Dr. mandou-me fazer uma ressonância que acusou que a doença estava activa. Recomecei a tomar o rebiff 44, mas rapidamente tive de mudar para o compaxone. Acabei por fazer mitoxantrone o que melhorou a minha espasticidade (tomava 30 mg x 3 dia e passei a tomar 10mg x 3 dia de lioresal e deixei de tomar o sirdalud 2mg x 3 dia). entretanto a minha marcha estava a piorar e o Dr. João decidiu que era altura de tentar o tysabri, consegui nessa altura diminuir o lioresal para 5mg 3 x dia. Mas no inverno de 2010, comecei a ter infecções respiratórias frrequentes e esta situação foi muito incapaciante. Por poder ser causa do tysabri deixei de o fazer e continuei no compaxone e a fazer metil de 28 em 28 dias. A minha filha sempre seguiu todas as novidades sovre a esclorose múltipla e teve conhecimento do estudo do Dr. Zamboni e começámos a procurar toda a informação possível sobre o CCSVI. Até que a minha filha encontrou o Miguel no facebook e este disse que tinha feito o tratamento com o Prof. Martins Pisco. No dia 28 de Agosto de 2010 fiz o procedimento, mal a minha filha me veio ver verificou  que os meus pés estavam normais e quentes (quando o habitual era estarem gelados e pretos.). Os testes de equilíbrio estavam muito melhores, recuperei mobilidade e fiz coisas que não era capaz de fazer antes, como entrar no carro como uma pessoa saudável o faz normalmente. Deixei de tomar qualquer relaxante muscular. Uma situação curiosa é que após o procedimento é que senti pela primeira vez dor na perna onde tinha tido a fractura. Porque antes não tinha essa sensibilidade nas pernas.