Esclerose Múltipla - Diferentes passos da angioplastia

Chegado à sala de intervenção, o paciente é todo coberto por um pano esterilizado, excepto a face e as virilhas. Durante a realização da intervenção faz-se novo analgésico.

Após a desinfecção das virilhas e anestesia da pele de uma das virilhas coloca-se um cateter, que é um tubo de plástico fino, numa veia dessa virilha.

Diferentes passos da angiopastia - passo 1 e 2

Diferentes passos da angiopastia - passo 3

Mediante monitorização por aparelho de raios-X sofisticado e moderno, coloca-se dentro do catéter um fino fio até à VA e posteriormente até às VJI e sobre o guia coloca-se o cateter. De seguida, faz-se o estudo das áreas de estenose nestas veias por meio de contraste injectado pelo cateter para verificar se as veias estão permeáveis ou se têm estenose. A presença de estenose significa que existe um bloqueio dentro da veia que é potencialmente comprometedor do fluxo sanguíneo do sistema nervoso central. Por fim, o cateter que tinha sido colocado na veia é substituído por outro que tem um balão para posterior insuflação no local da estenose. As dimensões do balão são seleccionadas com base no calibre da veia normal acima e baixo da estenose. Terminando a angioplastia, efectua-se nova flebografia para verificar os resultados obtidos. A colocação de uma stent pode também ser realizado, numa ou em ambas as VJI pelo mesmo método. A stent é um tubo constituído por fios metálicos que é colocado através da estenose e que mantém a veia permeável. Após angioplastia ou colocação de stent o paciente deve tomar anticoagulantes durante dois dias e antiagregantes plaquetários durante 6 meses.

Nos primeiros 17 pacientes já submetidos à investigação efectuamos angioplastia de uma das estenoses da veia jugular e ázigos e colocamos uma stent na outra jugular. Por termos verificado reestenose pouco tempo após a angioplastia, em doentes tratados noutros centros, presentemente, se o paciente concordar colocamos duas stents, uma em cada veia jugular.

A técnica dura cerca de 2 a 3 horas, com o doente consciente e a poder acompanhar nos monitores o tratamento. Na maior parte dos casos é sentida dor quando se insufla o balão na veia (o que é perfeitamente previsível), aliviada pela analgesia.

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