Fibromiomas - Complicações

A maioria das complicações são ligeiras (minor) e consistem em dor e náusea/vómitos. Pode ocorrer anorexia e falta de forças. Nalgumas doentes pode verificar-se pequena hemorragia. O abdómen distendido, a coxa roxa e um pequeno alto no local onde foi colocado o cateter podem ocorrer, mas não tem importância e desaparece cerca de 4 semanas depois. A infecção urinária é rara.

A expulsão de “farrapos” ou mesmo da totalidade do fibromioma pode observar-se em cerca de 5% das pacientes, e ocorreu em 82 das nossas doentes, na maioria dos casos cerca de 6 meses após a embolização. A sua expulsão é normalmente natural, contudo duas doentes foram internadas para a sua remoção conservando contudo o útero.

Corrimento que pode ocorrer algum tempo após a embolização, é raro e pode verificar-se nos casos de fibromiomas de grandes dimensões.

As complicações graves (major) são raras e ocorrem em menos de 1% dos casos. Consistem em laceração de vasos, trombose arterial e embolia pulmonar.

A embolia pulmonar é rara, contudo pode acontecer nos centros onde a embolização é efectuada sob anestesia epidural seguida de bomba morfina durante dois dias. Nestas circunstâncias, podem formar-se coágulos de sangue, por imobilidade da paciente, que podem deslocar-se e provocar embolia pulmonar. Tal facto é impossível de acontecer no Hospital Saint Louis pelo facto de as doentes poderem deambular 2 horas após a intervenção, e irem para casa 4 a 8 horas depois e por não estarem acamadas no dia seguinte.

Verificaram-se apenas duas complicações graves no Hospital Saint Louis. Numa das nossas doentes ocorreu expulsão de um fibromioma de 10 cm de diâmetro, e noutra expulsão de fibromiomas de 22 cm, que não foi possível remover por histeroscopia, pelo que as doentes foram submetidas a histerectomia. A idade das pacientes era de 42 anos e de 45 anos de idade, respectivamente, e cuja única alternativa terapêutica que lhe tinha sido proposta era a histerectomia. Estas foram as únicas complicações graves que tivemos, de qualquer maneira a histerectomia era a única solução possível em vez de embolização.

Noutra doente, a 91ª a ser tratada, ocorreu trombose da artéria femoral que tratámos por colocação de stent, tendo a doente ficado sem qualquer sequela.

O Hospital Saint Louis é o único centro do mundo a efectuar embolização uterina e onde apenas duas histerectomias foram realizadas como complicação da técnica, apesar de já termos tratado mais de 1000 pacientes.

O maior risco que a doente submetida à embolização corre é a histerectomia desnecessária, o que pode acontecer na sua primeira visita ao ginecologista após a embolização. 

Para evitar tal evento, todas as pacientes se devem esclarecer connosco sobre o resultado da embolização depois de realizar a Ressonância Magnética dos seis meses e estar preparadas para recusar a histerectomia.

O ginecologista pode estar pouco familiarizado com a embolização, e pelo facto do fibromioma continuar no útero, pode ser levado a efectuar a histerectomia. É importante que a paciente tenha conhecimento que o fibromioma vai continuar no útero, na maioria dos casos, mas de menores dimensões e com isquémia superior a 90%. Tal facto garante que o fibromioma continuará a reduzir de dimensões pelo menos até 5 anos após a embolização. Além disso notará uma melhoria franca das suas queixas.

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Comentários: 6

  1. nuria says:

    boa noite, tenho um fibromioma de 7 centimetros. gostava de saber si poder ser que tenha que tirar todos. Obrigada

  2. Reuma says:

    Olá boa noite, gostaria de saber se a embolização pode ser feita em todos tipos de miomas?
    e de saber os custos, e tudo mais visto que tenho varios fibromas (5) e estou em ANGOLA (Luanda)

  3. Márcia Araújo says:

    Estou a espera pelo sistema de saúde para ser chamada a fazer embolização de miomas.Gostaria de saber se é costume demorar e se é possível consultar lista de espera.É para o hospital do Porto.Obrigada.

  4. Roberta says:

    Boa tarde, fiz a Embolização a 1 mes, estou com um pequeno corrimento, minha medica mandou eu procurar meu ginecologista, mas como gastei muito com a Embolização, queria esperar um pouco. Gostaria de ssaber se estou correndo algum risco ou posso esperar? Obrigada

  5. catiane abreu silva says:

    gostaria de alguns esclarecimentos,fiz a embolizaçao em dezembro e não sinto melhora. estou com anemia e continuo a sangrar muito e temho muitas dores. poxa fix umA ecografia e continua la tudo sem mudanças. precisava muito falar com dr PISCO.

  6. Pina says:

    Iremos entrar em contato consigo brevemente.

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