Fibromiomas - Vários passos na realização da embolização uterina

Fig. 1 - Mesa de angiografia onde a paciente é deitada.
Fig. 1 – Mesa de angiografia onde a paciente é deitada.

Passo 1
Fig. 2 – Doente já deitada na mesa, toda coberta por um pano esterilizado, excepto face e virilha direita. Nesta efectua-se anestesia da pele por pequena e fina agulha.

Passo 2
Fig. 3 – Cateter já introduzido de 1.5 mm de calibre, através de pequeno orifício efectuado na pele com aquelas dimensões.

Passo 3
Fig. 4 – Equipa médica …; Prof. Martins Pisco, uma médica, uma técnica e enfermeira (não visível).
Sob controlo dos raios X, o cateter é dirigido para cada uma das artérias uterinas, para obtenção da angiografia , radiografia dos ramos das artérias uterinas que irrigam os fibromiomas, mediante contraste injectado.

Passo 4
Fig. 5 – Seringa com partículas de álcool polivenil que se introduzem através de cateter, com as quais se vão ocluir os vasos que irrigam os fibromiomas, deixando contudo a artéria uterina permeável, para que a paciente possa engravidar.

Microesferas de Embozene
Fig. 6 – Como agente embólico alternativo estamos a usar nalguns casos Microesferas de Embozene, que é um polímero.

Angiografia
Fig. 7
A, B) Pelo cateter colocado na artéria uterina esquerda obtém-se a respectiva angiografia
A) Antes da embolização – área triangular (seta) com vários vasos correspondentes à vascularização do fibromioma.
B) Depois da embolização já não são visíveis aqueles vasos, continuando a artéria uterina permeável (seta).

Terminada a embolização da artéria uterina esquerda, o cateter é retirado e dirigido para a artéria uterina direita.

Cateter colocado na artéria uterina direita e respectiva angiografia
Fig. 8
A,B) Cateter colocado na artéria uterina direita e respectiva angiografia
A) Antes da embolização, observam-se vários vasos (seta).
B) Depois da embolização, já não são visíveis aqueles vasos, mas a artéria uterina mantém-se permeável (seta).

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Comentários: 1

  1. Zilma Galdino dos Santos says:

    Olá… tenho 2 miomas uterinos e faço uso do Gestinol 28 continuadamente, por 3 anos. Porém, em 2009, fui arriscar uma embolização uterina e foi o maior fracasso. Segundo explicações posteriores do médico que foi fazer meu procedimento, não conseguiu fazer a passagem para meu útero. Ele tentou fazer o procedimento pelas 2 virilhas e ainda pelo braço esquerdo. Foi tráumático, pq fui 3 vezes seguidas para o centro cirúrgico, e no final, não conseguir o resultado esperado. Até hoje não ficou nada claro do que realemente aconteceu. Meses depois, fui fazer uma ultrassom com doopler colorido para visualizar minhas veias, e o médico falou que eram todas normais. O que pode ter acontecido? Erro médico?
    Aguardo respostas…

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