Hiperplasia Benigna da Próstata - Novo tratamento - Sumário

Centro de Excelência, treino e Investigação de Embolização na Hiperplasia Benigna da Próstata

Doc1 prostata-page-001

 

    O QUE É A HIPERPLASIA BENIGNA DA PRÓSTATA?

A Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP) é a doença mais frequente da próstata, muito comum em homens de meia-idade e idosos, com sintomas muito debilitantes que condicionam a qualidade de vida. Trata-se de um aumento benigno do volume da próstata, que pode obstruir o segmento inicial da prostate.

 

 

Doc1_prostata-page-002

 

 

      COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DA HBP? 

O diagnóstico faz-se através de uma história clínica, e de um exame físico detalhado, incluindo um toque rectal A ecografia por via rectal permite avaliar o volume e estrutura da próstata. A dosagem do antigénio prostático específico (PSA) é de vital importância para a avaliação, pois ajuda na detecção precoce do cancro da próstata.

 

QUAIS OS SINTOMAS MAIS COMUNS?

Os sintomas resultam geralmente de obstrução uretral.

Estes podem ser:

  • Aumento da frequência das micções com eliminação de pequenos volumes de urina, particularmente à noite;
  • Jacto urinário fraco e/ou interrompido;
  • Sensação de não ter esvaziado completamente a bexiga após urinar e/ou dificuldade de iniciar a micção;
  • Urgência em urinar com dificuldade em controlar a urina;
  • Impossibilidade em urinar, com retenção urinária, levando à algaliação;
  • Sangue na urina;
  • Impotência sexual causada, geralmente pela medicação para a HBP.
  • Disfunção sexual, que poderá estar relacionada também com a medicação prostática.

Pode verificar-se a ausência de sintomas durante algum tempo. Estes sintomas podem ocorrer isoladamente, ou em conjunto. Podem ser leves, moderados ou severos.  A HBP não tratada pode levar a graves complicações: retenção urinária, infecções urinárias, cálculos ou divertículos na bexiga e insuficiência renal.

 

         EMBOLIZAÇÃO

A embolização na hiperplasia benigna da prostata é uma técnica de investigação em Curso no Hospital Saint Louis em Lisboa, desde Março 2009, depois de aprovada pela Comissão de Ética do Hospital.

Após o início do nosso programa e a visita de vários médicos estrangeiros a técnica foi implementada em cerca 40 centros nos EUA, e vários centros da Europa, América do Sul, Canada, Austrália, Japão e Correia do Sul.

A embolização das artérias prostáticas (EAP) no Tratamento da Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP) é uma nova aplicação de uma tecnologia já muito conhecida e usada em Medicina, sob investigação em vários procedimentos e especialidades médicas. Efectivamente a embolização efectua-se com sucesso há quase meio século, nós próprios realizamo-la há mais de 37 anos em vários procedimentos e especialidades médicas. Os materiais utilizados são catéteres, guias e as partículas de polivinil álcool (PVA). É uma técnica minimamente invasiva que permite o alívio dos sintomas das vias urinárias nos doentes com HBP, que é realizada no Hospital de S. Louis, com bons resultados a curto, médio e longo termo.

 

O seu objectivo é interromper parcialmente a circulação sanguínea que irriga a próstata, permitindo um alivio da sintomatologia das vias urinárias inferiores associada à HBP, bem como uma redução no volume da próstata.

A equipa de Radiologia de Intervenção do Hospital Saint Louis, depois de ter efectuado a embolização com sucesso, em mais de 1600 pacientes com fibromiomas uterinos, está agora a realizar a embolização na hiperplasia benigna da próstata. No nosso país, realiza-se no Hospital Saint Louis, desde Março de 2009, tendo já sido tratados mais de 1052 pacientes até Junho de 2016.

 

 

EM QUE CONSISTE A EMBOLIZAÇÃO?

 

Para a realização da embolização, sob anestesia local, e sem perda de sangue, efectua-se um pequeno orifício de 1.5 mm de diâmetro na virilha, através do qual se coloca um fino tubo plástico, cateter. Mediante monitorização por um aparelho de raios X digital sofisticado, o cateter é dirigido para as artérias prostáticas. Partículas embolizantes de pequenas dimensões (PVA), como grãos de areia, são então injectadas numa das artérias prostáticas, entupindo parte dos ramos que irrigam a próstata, poupando, contudo, a artéria pudenda interna e as artérias do pénis, para que o paciente possa manter a função eréctil. A embolização é depois repetida para a artéria prostática do lado oposto, através do mesmo orifício e pelo mesmo cateter.

A técnica dura geralmente entre 1 a 2 horas, estando o doente consciente e podendo mesmo visualizar o tratamento no monitor de televisão. Completada a embolização, retira-se o cateter, efectua-se compressão manual durante cerca de 10 minutos e coloca-se um pequeno penso compressivo, que deve ser mantido até à manhã seguinte. Duas horas após a embolização, o doente já se pode levantar do seu leito e deslocar-se para urinar. O internamento dura apenas algumas horas e habitualmente tem alta no mesmo dia.

O Hospital St. Louis é o centro a nível mundial, com mais experiência e com maior número de doentes tratados. Por tal motivo, mais de 400 médicos e professores de Medicina estrangeiros, já se deslocaram a Portugal para observar a técnica e temos mais de 150 pacientes estrangeiros tratados.

 

 

   Será a embolização considerada um tratamento experimental?

 

Não. O Artigo “Benign Prostatic Hyperplasia: Prostatic Arterial Embolization versus transrurethral resection of the Prostate – A Prospective, Randomized and Controlled Clinical Trial” na Revista american Radiology, demonstra não existir diferença significativa nos resultados da na embolização e de RTUP na HBP. Contudo na Embolização não se verificam as complicações da Cirurgia, nomeadamente disfunção sexual e incontinência urinária. Por tal motivo a embolização é hoje um tratamento com bases científicas.

 

 

Doc1hh-page-003

A – Angiografia da artéria prostática direita antes da embolização

B – Depois da embolização, observam-se menos vasos.

C – Angiografia da artéria prostática esquerda antes da embolização

D – Depois da embolização, observam-se menos vasos.

 

      QUAL É A PERCENTAGEM DE ÊXITO DA EMBOLIZAÇÃO?

Nos mais de 800 doentes já tratados no Hospital Saint Louis, observou-se melhoria significativa inicial em 85% a 90% e a longo prazo em cerca de 75%-80%. Nos doentes tratados com êxito verifica-se uma melhoria dos sintomas e podem suspender os medicamentos que há anos tomavam para a Próstata. Nos pacientes que não melhorem, a embolização poderá ser repetida 6 meses depois, se as artérias prostáticas o permitirem. Dos85 doentes que estavam com algália, algumas semanas após a embolização, retirou-se a algália e 80 pacientes urinam, sem qualquer dificuldade, e sem qualquer medicação para a próstata.

A fim de melhorar os resultados, os doentes, cujas artérias estejam muito envolvidas pela arteriosclerose, revelada pela Angio TC, são excluídos. Cento e dez dos doentes tratados tinham próstata de volume superior a 100cc.Os melhores resultados observam-se nas próstatas muito volumosas com mais de 100cc e com sintomas mais graves.

 

PODEREI REPETIR A EMBOLIZAÇÃO SE NÃO MELHORAR?

Sim, 6 meses depois, se as artérias prostáticas o permitirem, para o que terão de realizar novo Angio TAC.

 

     QUAIS SÃO OS RISCOS ASSOCIADOS À EMBOLIZAÇÃO?

Graças aos bons resultados e poucas complicações, está a ser efectuada em vários centros mundiais, sendo o Hospital St. Louis centro de referência onde já se deslocaram várias equipas de médicos estrangeiros para aprender a técnica.

A maioria dos doentes não sente qualquer dor durante a embolização. As complicações são as de qualquer cateterismo, sendo as mais frequentes, o hematoma no local da punção e a equimose, ou seja, a cor roxa da coxa e mais raramente no abdómen. Menos frequentes (10%) são a infecção urinária, facilmente evitada com a toma de antibióticos iniciados antes da embolização e a urina com sangue. Muito raros (2%) são a existência temporária de sangue nas fezes e no esperma. Alguns pacientes poderão sentir algum ardor quando urinam que dura apenas algumas horas. Contudo, estas reações adversas desaparecem ao fim de alguns dias sem qualquer tratamento.

 

    PODERÁ A EMBOLIZAÇÃO SER EFETUADA NO CANCRO DA PROSTATA E NAS NEOPLASIAS?

Sim. Para o efeito, introduzimos através do cateter o  cistostático mais eficaz no cancro da prostata e que normalmente é administrado periodicamente por via intravenosa.

Após impregnação da prostata pelo referido cistostático efetuamos a embolização, ficando o cistostático a atuar nas células malignas por um período prolongado. Obtém-se desta forma uma maior concentração do que por via endovenosa, num único tratamento e sem as complicações da quimioterapia.

 

TEM HAVIDO INTERESSE NA TÉCNICA POR MÉDICOS?

Sim, já tivemos muitas equipas de médicos, que incluem radiologistas, urologistas, cirurgiões vasculares e cardiologistas, que se deslocaram ao Hospital Saint Louis para aprender a técnica. Já tratamos 26 médicos, dois dos quais estavam com algália. Todos melhoraram excepto um.  Efetuamos semanalmente Cursos para médicos estrangeiros, durante os quais são tratados 4 a 8 doentes.

 

      PODEREI SER TRATADO INDEPENDENTEMENTE DAS DIMENSÕES DA MINHA PROSTATA?

A embolização pode realizar-se mesmo em próstatas muito grandes, com volume superior a 400cc. Se a sua próstata tiver um volume inferior a 40cc possivelmente não terá indicação. Igualmente, se não tiver sintomas, também não será tratado.

 

     SERÁ A MINHA POTÊNCIA SEXUAL AFECTADA?

Dos mais de 800 pacientes tratados desde Março de 2009,a função sexual não foi afetada em nenhum, referindo 270 dos pacientes a sua melhoria. Quatro dos pacientes tratados foram pais após a embolização. No entanto é um risco que poderá existir.

 

O QUE ACONTECE À PRÓSTATA APÓS A EMBOLIZAÇÃO?

Como resultado, pode verificar-se uma redução progressiva das dimensões da próstata, que varia entre 10 e 30%. Contudo, cerca de 20% dos doentes melhoram sem que haja alteração das dimensões da próstata. A não redução do volume da próstata ocorre sobretudo nos doentes que tomam comprimidos à base de dutasteride ou finasteride que reduzem o volume. Como após a embolização deixam de os tomar a prostata tem tendência a crescer fato que é compensado pela embolização que corta parte da circulação prostatica. A embolização efectua-se para melhoria dos sintomas da HBP, e não para a redução do seu volume, que, contudo, pode ocorrer na maioria dos doentes.

 

 

    QUAIS SÃO AS CONTRAINDICAÇÕES DA EMBOLIZAÇÃO PROSTÁTICA?

Uma contra-indicação é a arteriosclerose e tortuosidade avançada dos vasos pélvicos e prostáticos, observada pela Angio TAC. A infecção urinária é outra contra indicação. Também não tratamos doentes sem sintomas apesar de terem aumento do volume da próstata.

   O QUE FAZER PARA SER TRATADO?

Antes da embolização os pacientes devem efectuar ecografia prostática com sonda rectal, PSA e fluxograma recentes e preencher inquéritos internacionais sobre os sintomas, a qualidade de vida e a função sexual. Na consulta, será observado, ser-lhe-á explicada a técnica e, se for necessário, serão pedidos outros exames e será marcada uma consulta com o Urologista da equipa.

Se tiver indicação para a embolização, o paciente deverá efectuar uma Angio TAC para avaliação dos vasos pélvicos e possibilidade de tratamento. Após efectuar este exame será contactado pela equipa médica do Hospital St. Louis e informado da possibilidade de poder ou não ser submetido ao tratamento e do grau de êxito previsto. Contudo, as informações obtidas pelo Angio TAC não são completamente rigorosas. Efectivamente, ás vezes verifica-se a existência de pequenas lesões durante a embolização que não tinham sido anteriormente observadas no Angio TAC. Como alternativa à anestesia local pode usar-se a acunputura.

 

SERÁ A TÉCNICA JÁ CONHECIDA NO ESTRANGEIRO?

 

Sim, pelos seguintes motivos:

 

1 – Foi apresentada no Congresso das Sociedades Americana de Radiologia (RSNA) e Radiologia de Intervenção (SIR) e Sociedade Europeia de Radiologia Cardiovascular e Intervenção (CIRSE) Congresso das Sociedades Europeia e Americana de Urologia várias vezes desde 2010 tendo recebido vários prémios

2 – Por convite proferimos uma Conferência de Imprensa em Chicago em 2011 e outra em S. Diego em 2014.

3 – Por ter sido publicada nos EUA na conceituada revista Journal of Vascular Intervention (JVIR) e recebeu o prémio de melhor artigo publicado em 2011 nessa revista. Vários outros artigos publicados por toda a equipa em várias revistas internacionais.

4 – Todos os elementos da equipa foram convidados como palestrantes em vários Congressos Internacionais.

5 – Presença mo CIRSE 2012, com 4 comunicações livres e 8 Posters. Efectuaram-se 4 sessões nas quais foram tratados 15 pacientes. 80 Radiologistas de 28 Países estiveram presentes no Hospital St. Louis.

6 – Fomos contratados como centro de excelência einvestigação pela empresa japonesa Terumo, desde Janeiro 2013.

7 – Estarem a decorrer vários estudos em diferentes centros dos EUA aprovados pela FDA.

8 – Convidada para em 2014 proferir no Japão a 1ª lecture em memória do distinto radiologista Uchida.

9 – Por existirem vários centros a nível mundial onde já se efectua a técnica.

10 – Iniciámos um estudo randomizado aprovado pelo FDA nos EUA

 

Conclusão

 

A embolização no HBP é uma técnica minimamente invasiva, efectuada sob anestesia local e regime ambulatório, necessitando o paciente de internamento mínimo de 3 a 6 horas com melhoria quase imediata, sem complicações graves, sem incontinência urinária e sem disfunção sexual.

 

Para mais informações contacte o Hospital Saint Louis

Rua Luz Soriano, 182

1200-249 Lisboa

Tel: (+351) 213 216 557 / 00

Fax: (+351) 213 460 221

E-mail: martinspisco@hslouis.pt /s.angiografia@hslouis.pt

Web: www.hslouis.pt /martinspisco.hslouis.pt / www.prostatemedicalcenter.com

 

Partilhe este conteúdo

Deixe o seu comentário: