Hiperplasia Benigna da Próstata - Novo tratamento - Diferentes passos da Embolização

Após a desinfecção das virilhas e anestesia da pele da virilha direita coloca-se um cateter, que é um tubo de plástico de 1.5mm de diâmetro numa artéria dessa virilha. Começa-se por obter angiografia ou seja radiografia dos vasos pélvicos, para avaliação da sua anatomia. De seguida, mediante monitorização por aparelho de raios X sofisticado e moderno, coloca-se dentro do cateter um microcateter de 0.3 mm com o qual se cateterizam selectivamente as artérias prostáticas esquerdas. Procede-se então, à embolização, ou seja, o entupimento das artérias prostáticas esquerdas com microesferas de material sintético de polivinil álcool. Este material é inócuo, sem reacções da parte do organismo e é utilizado nos EUA há mais de 40 anos em embolizações. É reabsorvido lentamente, tendo desaparecido completamente ao fim de 6 meses. Nós próprios o utilizamos há mais de 30 anos. Consideramos terminada a embolização, quando, sob controlo radiológico se verificar entupimento dos pequenos vasos prostáticos que irrigam a próstata, mantendo-se contudo a permeabilidade das artérias pudendas internas e do pénis, que é importante, para manter a potência sexual. Depois, o mesmo cateter retira-se das artérias prostáticas esquerdas e é dirigido pelo mesmo processo para as artérias prostáticas direitas que se embolizam de igual forma. Nos casos de vasos tortuosos poderá raramente ser necessário a colocação de um cateter em cada uma das virilhas.

A técnica dura aproximadamente uma a duas horas, estando o doente consciente e podendo visualizar o tratamento. Durante ou após a embolização, na maioria das vezes, não há dor nem qualquer outro sintoma. As sensações incómodas, se surgirem, são evitadas com a administração de medicamentos.

Vários passos na realização da embolização prostática

Sob controlo dos raios X, o cateter é dirigido para cada uma das artérias prostáticas, para obtenção da angiografia que é a radiografia dos ramos das artérias que irrigam a próstata, mediante contraste injectado.

Fig. 1 – Mesa de angiografia onde a paciente é deitada.

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Fig. 2 Doente já deitado na mesa, todo coberto por um pano esterilizado, excepto face e virilhas.

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Fig.3 – Anestesia local na virilha direita por pequena agulha

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Fig. 4 – Cateter já introduzido

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Fig. 5 – Equipa médica.

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Fig. 6 – Seringa com partículas de álcool polivenil. Estas introduzem-se através de cateter, com as quais se vão ocluir os vasos que irrigam a próstata deixando contudo as artérias pudendas internas permeáveis para que o paciente mantenha a potência.

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Fig.7

Fig.7

A – Angiografia da arteria iliaca direita

B – Angiografia da arteria prostática direita antes da embolização

C – Depois da embolização, observam-se menos vasos.

D – Angiografia da arteria iliaca esquerda

E – Angiografia da arteria prostática esquerda antes da embolização

F – Depois da embolização, observam-se menos vasos.

G – Cateter.