Hiperplasia Benigna da Próstata - Novo tratamento - Tratamento

Existem várias hipóteses terapêuticas conforme a severidade dos sintomas. Os pacientes levemente sintomáticos serão acompanhados clinicamente, ficando sob observação. A terapêutica médica actual envolve os antagonistas alfa1 (doxazosina – Cardura, alfasusina e tamsulosina) e os inibidores da 5 alfa reductase (finasteride – Proscar, e dutasteride – Avodart) tendo indicação nas situações de sintomatologia urinária ligeira. Os antagonistas alfa, relaxam os músculos próximo da próstata, aliviando a pressão e permitindo a urina fluir mais livremente. Os inibidores da 5 alfa redutase bloqueiam a actividade desta enzima que transforma a testosterona em dihidrotestosterona que estimula o aumento da próstata. Desta forma, o crescimento da próstata é reduzido diminuindo as suas dimensões. Estes medicamentos aumentam o fluxo e reduzem os sintomas. Contudo, podem alterar a actividade sexual particularmente os inibidores da 5 alfa redutase diminuem o interesse pelo sexo, a manutenção da erecção torna-se difícil e produz-se menos esperma com a ejaculação.

Nos pacientes severamente sintomáticos ou naqueles que, por qualquer razão, não possam tomar os medicamentos, está indicada a cirurgia. A cirurgia pode ser a convencional (a prostatectomia a céu aberto) ou a ressecção transuretral da próstata, na qual todo o procedimento é realizado pela uretra. Existem vários outros métodos cirúrgicos (cirurgia a laser, termoterapia com microondas,ablação por radiofrequência, etc), que não são comparáveis em resultados com as cirurgias clássicas. A cirurgia está quase sempre associada a ejaculação retrógrada, frequentemente a hemorragia com necessidade de transfusão sanguínea e a impotência sexual e, raramente, a incontinência urinária.

Os tratamentos menos invasivos do que a cirurgia estão associados a uma menor durabilidade, menos riscos de recidiva e elevada taxas de reintervenção e requerem um longo período de algaliação. Todas as diferentes opções cirúrgicas e minimamente invasivas podem ter efeitos sexuais secundários permanentes, particularmente a ejaculação retrograda e a disfunção eréctil. Por tal motivo, justificam-se tecnologias inovadoras para o tratamento da HBP, que melhorem o prognóstico e que reduzam a morbilidade e o desconforto do paciente sem as alterações sexuais acima referidas, como é a embolização.