Varizes da vagina e útero - Como surgiu a escleroterapia?

Em 21 de Fevereiro de 2001, ao realizarmos angiografia das veias ováricas, numa paciente de 39 anos de idade, mãe de 2 filhos, com dor pélvica de vários anos de duração, observamos uma veia ovárica muito dilatada, confirmando assim o diagnóstico de varizes das paredes do útero.

Baseados na nossa experiência de mais de uma centena de doentes portadoras de varicocelo, ou seja varizes a nível dos testículos, tratados por escleroterapia, resolvemos efectuar o mesmo tratamento depois do consentimento da paciente e do seu clínico assistente. Decorridos alguns minutos depois de efectuar a técnica as varizes desapareceram e simultaneamente a dor crónica que a doente referia. A partir de então começamos a realizar esta técnica por rotina nas doentes que nos eram enviadas, contando já com 52 doentes tratadas. Somos, a nível mundial, um dos pioneiros na realização de escleroterapia no tratamento de varizes vaginais e do útero.

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Comentários: 1

  1. Paula Gomes says:

    Boa noite
    soube hoje que a minha mãe sofre deste problema que desconhecia, andava a pesquisar e encontrei este site. A minha mãe é acompanhada regularmente por uma ginecologista, tem quistos, mas a médica diz que ainda não etá na alltura de os remover e que a solução é quando os quistos evoluirem, retirar o utero e consequentemente as ditas varizes. Eu não acompanho a minha mãe às consultas de ginecologia, por isso, não tenho todos os dados sobre o caso e acho que para a minha mãe é constrangedor falar no assunto, acho-a deprimida e estou preocupada. Queria saber se qualquer pessoa, mesmo com problemas de tiroide e etc… pode fazer este tratamento e se costuma ser encaminhada para este tratamento pelo ginecologista, é que a dela não lhe falou no assunto e até é uma pessoa conceituada. Queria saber se se pode marcar consulta sem encaminhamento prévio. Obrigada

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