Varizes da vagina e útero - Publicações

1. Síndrome da dor pélvica tratado por escleroterapia da veia ovárica

Livro de Resumos do VI Congresso Nacional de Radiologia, Vilamoura, 17 de Maio de 2002.

Objectivo: Avaliação do efeito da escleroterapia da veia ovárica no sindrome da dor pélvica.

Material e métodos: Doente de 46 anos de idade com dor pélvica crónica, desde a puberdade, que se exacerbava periodicamente antes da menstruação. Efectuou-se flebografia da veia ovárica esquerda que revelou grande dilatação da veia ovárica, que media cerca de 2cm de diâmetro. De seguida realizou-se escleroterapia com Ehtiosclerol a 1 %.

Resultados: Após escleroterapia verificou-se grande redução do calibre da veia, que passou a ser filiforme, e cura com desaparecimento de toda a sintomatologia.

Conclusão: A escleroterapia da veia ovárica é uma boa alternativa terapêutica no sindrome da dor pélvica.

2. Escleroterapia do varicocelo feminino

Livro de Resumos do III Congresso da Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular, Lisboa, 26 e 27 de Junho de 2003.

Objectivos: Demonstrar a eficácia da escleroterapia no tratamento do varicocelo feminino.

Material e métodos: Cinco doentes do sexo feminino com idades compreendidas entre 31 e 52 anos. Quatro tinham dor pélvica constante de vários anos de duração e a quinta volumosas varizes vaginais e vulvares. Efectuou-se flebografia da veia ovárica que revelou varicocelo e de seguida escleroterapia com Aethoxysklerol a 3 %, 4 a 8 ml, através de cateter colocado percutaneamente pela veia femural e sob anestesia local. Todas as doentes tiveram alta e retomaram a sua actividade no dia seguinte ao tratamento.

Resultados: a flebografia revelou dilatação da veia ovárica esquerda e das veias do plexo pampiniforme em todas as doentes. Após a escleroterapia observou-se trombose da veia ovárica esquerda. Verificou-se um alivio imediato dos sintomas clínicos e todas as doentes estão assintomáticas, no controlo efectuado entre 6 e 18 meses.
Uma das doentes fez uma reacção alérgica ao contraste.

Conclusão: A escleroterapia é uma terapêutica eficaz no tratamento do varicocelo feminino.

3. Síndroma da congestão pélvica em jovem nulípara

Livro de Resumos do CNR2004, VII Congresso Nacional de Radiologia, Vilamoura, 13 de Maio de 2004
ARP, 2004; 61: 16, pag.142

Objectivos: Demonstrar a eficácia da escleroterapia no tratamento das varizes ováricas, a propósito de um caso clínico.

Material e métodos: Doente de sexo feminino, 21 anos, com quadro de dor pélvica constante agravada pelo ortostatismo e dispareunia. A RMN revelou volumosas varizes ováricas. Foi submetida a escleroterapia, por via endovenosa, com aethisclerol a 3%.

Resultados: A escleroterapia foi eficaz no tratamento das varizes ováricas, tendo a doente ficado assintomática.

Conclusões: A escleroterapia foi segura e eficaz no tratamento de varizes ováricas volumosas.

4. Escleroterapia da veia ovárica no síndrome de congestão pélvica e varizes vaginais

Livro de Resumos do Curso Internacional Pós-Graduado de Radiologia do Tórax e Intervenção, FCM, Lisboa, 13 a 16 de Abril 2005

Resumo:
O varicocelo pélvico pode manifestar-se por varizes vaginais ou pelo síndrome de congestão pélvica. Este síndrome surge normalmente em mulheres de meia-idade, mutípras e manifesta-se por dor pélvica crónica que aumenta com esforços com posição ortostática e é geralmente renitente a qualquer terapêutica. O tratamento clássico é a cirurgia que consiste na laqueação da veia ovárica. Geralmente está envolvida apenas, a veia ovárica esquerda. Aborda-se a técnica e os resultados da escleroteparia do varicocelo da veia ovárica.
Como resultado da escleroterapia que é efectuada em regime ambulatório verifica-se uma melhoria imediata da dor crónica nas mulheres afectadas por varicocelo pélvico, após a escleroterapia.
A morbilidade é desprezível, a técnica é efectuada em regime ambulatório e a doente pode retomar a sua actividade profissional dois dias após a intervenção.

5. Sclerotherapy of ovarian vein varicocele

Abstract book RSNA 200 5, Congresso de Radiologia dos EUA, 29 de Novembro de 2005

Purpose: To evaluate the safety and efficiency of sclerotherapy in pelvic varicocelo.

Methods and Material: Twenty two patients with mean age of 40,4 years (range 21 to 48 years) with pelvic varicocelo were included in the study. Nineteen women had pelvic congestion syndrome and three had vaginal and valvular varices. Selective retrograde phlebographic was performed by femoral approach in all patients and also by brachial approach in 4 patients. Four to 8 ml of ethisklerol 2% were slowly injected through the catheters and the result was evaluated by phlebography 10mn later.

Results: The phlebographic findings showed dilatation of the left ovarian veins in all patients associated with dilatation of the right ovarian veins in 4 patients. Other findings included congestion of the ovarian plexus and uterine venous congestion. The dilated ovarian veins were successfully thrombosed in every patient. As complication there was an allergic reaction to contrast media in one patient. There was an immediate symptomatic relieved in 21 patients. In the remaining patient phlebography repeated 6 months later showed the left ovarian vein thrombosed. At this time, the right ovarian vein phlebography showed dilatation of the right ovarian vein and following sclerotherapy there was improvement.
The follow up ranged from 8 to 43 months, mean 32 months. There were 2 recurrences that were treated with repeated sclerotherapy. The other patients are well.

Conclusion: Sclerotherapy of the ovarian vein is a safe and efficient treatment in ovarian vein varicocelo.

6. Escleroterapia do Varicocelo feminino

J. Martins Pisco; João Alpendre; Daniela Dias Santos; Jorge Branco; Ricardo Jorge; J. Pereira Albino; J. Daniel Menezes

Acta Médica Portuguesa, 2003;16:9-12

Resumo:
O varicocelo feminino está geralmente associado ao síndrome de congestão pélvica, que se descreve. Apresentam-se cinco doentes, com idades compreendidas entre os 31 e 52 anos, quatro das quais tinham dor pélvica constante de vários anos de duração e a quinta, volumosas varizes vaginais e vulvares. Por flebografia selectiva observou-se dilatação da veia ovárica esquerda associada à presença de refluxo. Efectuou-se escleroterapia com Aethoxysclerol a 3 %, verificando-se a trombose venosa com alívio sintomático. No intervalo de tempo compreendido entre 9 e 12 meses após a escleroterapia, as doentes mantêm-se assintomáticas.
Existem alguns casos publicados de embolização da veia ovárica, contudo estes são os primeiros em que a escleroterapia selectiva foi o único tratamento utilizado, tendo sido totalmente eficaz.

7. Escleroterapia do varicocelo da veia ovárica – resultados a curto e longo prazo

João M. Pisco(1), Marisa Duarte(2), Tiago Bilhim(3), J. Daniel Menezes(4), J. Pereira Albino(5) L. Mota Capitão(6), Jorge Branco(7)

Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa, 2008;2(1):5-11

Resumo:
Num período de 8 anos, de 36 doentes com suspeita clínica de varicocelo pélvico comprovou-se a sua existência pela flebografia da veia ovárica em 35 das doentes. Efectuou-se escleroterapia com êxito técnico em todos os casos. Verificou-se melhoria clínica com resolução completa de todos os sintomas em 29 das doentes (89.9%) e melhoria sintomática parcial em 6 (17.1%). Nos resultados a longo termo avaliados entre 1 e 6 anos (média 37.3 meses) verificou-se resolução total dos sintomas em 27 das doentes (77.1%) e recidiva em 8 (22.9%). Em 4 das doentes em que ocorreu recidiva observou-se uma melhoria dos sintomas após repetição da escleroterapia. Obteve-se assim uma melhoria em 31 doentes (88.6%) das doentes a longo prazo. Conclui-se que a escleroterapia da veia ovárica é uma técnica segura e eficaz no diagnóstico e terapêutica do varicocelo da veia ovárica.

8. Sclerotherapy of ovarian vein varicocele: short- and long-term results

João Pisco, Marisa Duarte, Tiago Bilhim, Daniela Santos, Ana Ferreira

CIRSE 2008, Abstract book, pag. 371

Purpose: To evaluate the safety and efficiency of sclerotherapy-foam in ovarian vein varicocele.

Study population: For 6 years, 35 women with the clinical diagnosis of ovarian vein varicocele were treated by sclerotherapy foam of ovarian vein.

Methods: The diagnosis was confirmed by flebography of the ovarian vein. Sclerotherapy of the ovarian vein was performed with success by selective retrograde catheterization of the ovarian vein by femoral approach in 31 patients and by brachial approach in 4 patients. Two to four ml of polidocanol 3% and air (ratio 1/4) was used in each vein.

Results: There was clinical improvement with complete resolution of all symptoms in 29 patients (82.9%) and partial symptomatic relief in 6 (17.1%). The long term results evaluated between 1 and 6 years (mean 37.3 months) showed complete resolution of symptoms in 27 (77.1%) and recurrence in 8 (22.9%). Four patients with recurrence, improved following repeated sclerotherapy. Thus, there was long term improvement in 31 patients (88.6%).

Conclusion: Sclerotherapy-foam of ovarian vein is a safe and efficient treatment in ovarian vein varicocele.

9. Sclerotherapy of ovarian vein varicocele: short- and long-term results

João M. Pisco, Marisa Duarte, Tiago Bilhim, José Daniel Menezes, José Pereira Albino, Luís Mota Capitão, Jorge Branco

Revista Acta Obstétrica e Ginecologia Portuguesa, Vol.2 N1 Janeiro /Março 2008, 5 – 11

Summary
In a 8 years period, 36 patients with clinical suspection of pelvic varicocele that was proven in 38 patients.
Sclerotherapy of ovarian vein was technically successful in every case. There was clinical improvement with complete resolution of every symptom in 29 patients (89.9%) and partial improvement in 6 (17.1%). The long term results between 1 and 6 years (mean 37 years), showed total resolution in 27 patients (77.1%) and recurrence in 8 (22.9%).
In 4 recurrences there was improvement following second sclerotherapy. Therefore there was improvement in 31 patients (88.6%) of the patients.
It is a concluded that sclerotherapy of ovarian vein is a safe and efficient treatment in ovarian vein varicocele.

Partilhe este conteúdo

Deixe o seu comentário: